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O último dia de Fashion Rio foi de UFC, bebê. O campeão Jon Jones desfilou para a Ausländer, deixando menos brilho para a 'it girl' Daisy Lowe, também convidada da marca. Antes disso, Giulia Borges, Nica Kessler, Andrea Marques e Oestudio mostraram sua coleções de inverno. Veja tudo abaixo .



O tema da coleção de inverno de Giulia Borges foi o mundo das bonecas. Por isso, os vestidinhos traziam camadas de babadinhos, feitos de tule e renda. Branco e preto foram as cores que mais apareceram na passarela. O colorido ficou por conta de vestidos neon, em tons de rosa ou amarelo. Alguns apareceram sobrepostos por tule transparente. 


O acrílico fez parte da coleção através dos colares e saltos de sandálias e botas de cristal. Vale lembrar que Herchcovitch também usou e abusou do modelito, que foi febre há algumas estações. Será uma tendência? 


Os decotes apareceram de forma geomética nas costas e na cintura, revelando uma parte da barriguinha. O colo vem totalmente coberto, se depender da grife. Mas o comprimento é curtíssimo. As pernas vão estar de fora no inverno, com shortinhos de cintura alta, vestidos e saias. A textura também foi um recurso muito usado através de brilhos bordados. 








A tribo indígena Delaware foi tema do desfile de inverno de Nica Kessler. Tecidos pesados e rústicos marcaram a primeira parte da coleção, que teve camurça, couro e lã. As cores escolhidas são vermelho, verde, azul e laranja. Saias longas apareceram com os tecidos pesados - já citados - e leves, como o cetim. Elas foram peças importantes da coleção.

Na segunda parte, vestidos longos, que podem ser usados para festas ou para o dia. Um poncho de tricô estilizado serviu de vestido. Terninhos com short curto coloridos também fizeram parte da coleção.

Nos pés das modelos, ankle boots de camurça rasteiras com cadarço ou sapatos fechados altíssimos. 



A trilha sonora escolhida para o desfile de Andrea Marques foi um instrumental com um toque clássico e isso deu uma ideia do que viria na passarela: uma coleção retrô e elegante. A aposta da marca foi em peças longas, abrindo exceção somente para algumas saias um pouco abaixo do joelho. Saias, vestidos e camisas plissados apareceram constantemente na passarela. Algumas combinações de peças tinham um ar de colegial.

Um acessório usado pela marca em quase todos os looks: o lenço. Ele apareceu com um nó dando ideia de gravatinha. Plumas também foram usadas como acessório, provocando a ideia de que eram colares. A transparência também foi recorrente. Elas apareceram como saias ou sobrepostas. Destaque para uma saia de tule transparente com fendas reveladoras.

Vermelho, verde e orquídea foram as cores escolhidas para as peças, que vinham em seda, tule, veludo e couro. O corte ia do terninho de couro justo aos vestidos e macacões soltinhos. Nos pés da maioria das modelos, scarpins. 









Oestudio escolheu abordar o tema "O indivíduo". Para isso, a grife promoveu uma performance na passarela com um grupo de pessoas tentando fugir de uma "bolha" (feita de lycra). O humano foi representado em acessórios - brincos nos homens e colares e pulseiras nas mulheres - com miniatura de rostos. Outro acessório curioso foram "bolsas" em formato de círculo feitas de vidro.

Peças desconstruídas foram a aposta da grife. Por exemplo, algumas calças vinham com uma das pernas justas e a outra larga. Um casaco sem corte para abrigar os braços abriu o desfile, confirmando a coleção conceitual, que teve também blusas com capuz invertido. Uma combinação recorrente na passarela foi o efeito de uma espécie de degradê nos tons de cores. Uma camisa laranja escura, combinada com uma calça laranja clara. Isso aconteceu também com preto, verde e cinza. 

A calça saruel volta às vitrines, de acordo com a proposta da grife. Roupas com textura (bordados ou amassados) apareceram na passarela para confirmar a tendência. Nos pés de homens e mulheres virão tênis completamente fechados. 











A Ausländer levou o lutador Jon Jones, a it-girl britânica Daisy Lowe - que arrancou risos da plateia pela maneira curiosa de desfilar - e Yasmin Brunet à passarela para encerrar o Fashion Rio Outono-inverno 2012 com uma coleção inspirada na preguiça. A ideia de ficar jogado no sofá fez com que a grife transformasse aqueles confortáveis e quentinhos cobertores de flanela xadrez em saias, casacos, vestidos, ponchos, bolsas e cachecóis. 

A grife confirmou a tendência de tecidos transparentes sobrepostos a outras peças. A aposta é também em saias e vestidos longos combinados a coturnos de camurça, com salto mediano. Os tecidos escolhidos foram camurça, tricô, veludo e malha. A barriga aparece totalmente de fora em alguns looks, já que a cintura das calças vem muito baixa. Na palheta de cores: vermelho, verde, azul, vinho e marrom. 



Por Michele Miranda


O penúltimo dia de Fashion Rio Inverno 2012 começou com o surpreendente desfile de Walter Rodrigues, que abordou o universo amish através de peças ousadas sem decotes e com casacos, coletes e pelerines em comprimento alongado. Em seguida, o R.Groove, grife de moda masculina, desfilou uma coleção que aliou o esporte com um estilo clássico. Tivemos também a Àgatha, que fez a passarela brilhar com Isabeli Fontana. A marca apostou no brilho para o próximo inverno, com muito glitter, lurex e tecidos metalizados. E você pensa que as culturas africana e japonesa não têm nada em comum? Pois as Filhas de Gaia deram um junto de promover um encontro entre as duas. Por fim, a Printing fechou o dia com inspiração nos anos 60, o que resultou em vestidos de corte reto com um toque evasê e peças com brilho.




O desfile da grife Walter Rodrigues foi, no mínimo, ousado, já que contraria alguns padrões da moda. Ele abordou o universo da cultura amish, um grupo religioso que vive em comunidades nos Estados Unidos e Canadá. Eles negam princípios como a tecnologia e a vaidade. E, para retratar esse mundo, o estilista apresentou modelos com maquiagem quase nula, nenhum decote e, à exceção do rosto e das mãos, nenhuma parte do corpo de fora. A marca ainda contrariou a tendência do inverno colorido e apresentou uma coleção em preto e cinza, com textura. Vermelho e azul royal aparecem em raros momentos, através de estampas. 

Os casacos vêm com comprimento alongado, na altura do joelho, em sua maioria. As saias são todas longas e esvoaçantes, combinadas com coturnos sem salto. Os coletes também apareceram em diversos looks, como uma forma de sobreposição. As peças são soltas no corpo, escondendo a silhueta. 

Alguns dos tecidos escolhidos foram crepe, seda e tricoline. Os acessórios se limitaram a ornamentos na cabeça, que podem ser lenços estampados ou chapéus típicos.










A grife masculina R. Groove  trouxe uma coleção de inverno que alia o esporte ao estilo clássico. As calças vêm todas com vinco de alfaiataria, mas ganham modelagem mais justa ou folgada, de acordo com a combinação. Moletom e suéter são bem-vindos e podem ser combinados com bermudas de praia. A peça mais curiosa foi um bolero preto com textura de furinhos (vale lembrar que é uma marca masculina).

Estampas inusitadas são a aposta da marca, que trouxe ventiladores e flores estilizadas (bem diferentes dos desenhos florais da trupe da surf music). As cores escolhidas foram vinho, cinza, bege, azul bebê e off white. Roupas amarrotadas podem ser usadas para criar um ar relaxado chique. 






A grife Àgatha criou uma coleção com muito brilho para o inverno. A ordem é usar e abusar de glitter, lurex, purpurina e tecidos metalizados, que podem vir em camisas, vestidos, shorts, calças e acessórios. A marca ainda aposta em temperaturas altas e em um inverno nada rigoroso: barriga e pernas de fora são bem-vindos. 

A cintura baixa apareceu em todos os looks, contrariando a tendência de calças e saias acima do umbigo. Os tecidos escolhidos foram veludo, tricô e chamois. Os pêlos são obrigatórios em roupas e acessórios, como colares e bolsas. Casacos de lã se transformam em vestidos soltinhos e fechados. Calças e jaquetas esportivas podem ser combinadas com peças mais nobres, como alfaiataria em seda. A grife aposta em preto, cinza, vermelho e verde clarinho. Nos pés, ankle boots de salto alto.








A grife Filhas de Gaia tentou criar uma fusão improvável: o encontro entre África e Japão através da moda. Os coques de gueixa se aliaram a estampas de animais da savana. Na palheta de cores, roxo, branco e preto. Quimonos, típicos da cultura oriental, são repaginados e transformam-se em terninhos. Nenhuma peça é curta; a opção é por um estilo comportado. Os decotes estão presentes de forma geométrica, nas costas e na cintura. A maior ousadia vem por conta dos vestidos ultrajustos.

Pantalonas transparentes sobrepõem shorts e complementam vestidos soltinhos. Sandálias coloridas são combinadas a vestidos metade pretos, metade brancos.


 

A Printing levou o desfile mais luxuoso à passarela do Fashion Rio até o momento. A maioria das peças vem com brilho, seja como um efeito do tecido ou por bordados, que podem ser em cristais, miçangas e canutilhos de diversas formas geométricas: losangos, círculos e quadrados aglutinados.

A inspiração nos anos 60 resultou em vestidos de corte reto com um toque evasê. A peça que mais chamou atenção foi um terno de corte masculino. Os acessórios, de metal ou resina, são não perdem o destaque na coleção. A marca apostou em preto, verde, azul e vinho. Os tecidos escolhidos foram cetim, lã, seda e crepe.


O terceiro dia de Fashion Rio começou com o romantismo elegante de Bianca Marques - cuja inspiração foi a bailarina Ana Botafogo - e terminou com o futurismo esportivo da Coca-Cola Clothing. Entre os dois desfiles, Maria Bonita Extra também apostou numa coleção de inverno delicada e feminina, New Order se apoiou nas aeromoças dos anos 60 para criar seus acessórios e Espaço Fashion buscou nas fotos de arquitetura art déco do Rio no instagram as referências para seu inverno. Veja  abaixo nas fotos .




Com Ana Botafogo dançando balé na abertura do desfile, Bianca Marques apresentou uma coleção de inverno para dias quentes e frios. Na primeira parte, vestidos ou macacões de seda com alcinha ou um ombro só, decotes generosos nas costas e comprimentos medianos. Uma segunda fase começou quando vestidos longos e terninhos de veludo apareceram na passarela. O tricô também foi um dos tecidos utilizados para compor a coleção. 

A marca também aposta em bordados e brilhos para enfeitar as peças. Eles apareceram em calças, vestidos, blusas e casaquinhos. O tule apareceu na maioria da coleção com a função de criar uma sobreposição em vestidinhos curtos e macaquinhos. Nos pés, salto agulha altíssimo.








Com um batalhão de celebridades na primeira fila - como Luana Piovani, Maria Ribeiro, Larissa Maciel e Tammy Di Calafiori -, a grife Maria Bonita Extra parece ter feito uma coleção de inverno especialmente para os cariocas. Com comprimentos curtíssimos, tecidos leves e mangas curtas, a grife aposta em uma estação com temperaturas mais altas. O brilho foi uma aposta forte e apareceu em peças de tricô, malha, cetim e seda. O body apareceu de forma recorrente na passarela, combinado sempre com boleros. 

O recorte geométrico vai aparecer nas vitrines através de saias balonês, que foram representadas de forma lúdica e exagerada na passarela. 

Os sapatos - sempre altíssimos - são estampados combinando com a roupa escolhida. As estampas, aliás, são obrigatórias na estação, com onças avermelhadas, lacinhos, listras e desenhos que lembram o tie-dye. Bolsas apareceram timidamente nas mãos de algumas modelos em formato de carteiras arredondadas.






A grife New Order transformou a passarela em uma aeronave e adaptou os elementos de viagem para desfilar seus acessórios de inverno. Frasqueiras, tags, malas, mochilões e o clima retrô das aeromoças dos anos 60 apareceram na coleção. As maxi bags apareceram quadradonas e podem vir penduradas nas costas ou como bolsas.

E as lancheiras que as crianças usam há gerações para levar a merenda para a escola? Elas vêm estilizadas em verniz, que também completa o acabamento de sapatos. As cores escolhidas são marfim, dourado, prateado, laranja e azul. O neon - rosa e verde - enfeita uma série de bolsas com textura em bolinhas. A transparência também é uma forte aposta da marca, que apresentou sapatos e bolsas de plástico. Os sapatos virão ora com salto, ora sem. Alguns parecem ter sido inspirados em tamancos e outros na sapatilha boneca, mas todos com um toque de futurismo.




A coleção de inverno da Espaço Fashion contemplou a paisagem carioca. Os calçadões do Rio de Janeiro apareceram na coleção através de estampas geométricas em preto e branco. Os shorts curtíssimos de cintura alta arrancaram suspiros da plateia, especialmente quando combinados com blusas de alfaiataria transparentes. 

Os tecidos escolhidos foram veludo lavado, musseline, seda, couro, tricô e lurex. A cartela de cores escolhidas foi preto,coral, off-white e azul. O zíper deu um ar esportivo a saias, vestidos, coletes, jaquetas e calçados. Para os pés femininos, a maior aposta é de ankle boots de veludo com salto altíssimo e fino. 










Lembram dos modelitos usados pelos personagens de "Os Jetsons" e "Jornada nas Estrelas"? Pois a Coca-Cola Clothing trouxe para as passarelas o que todos os fãs imaginagem que seria a moda no ano 2000. O futurismo - com um toque esportivo - foi representado por roupas metalizadas em tons de prata, azul e laranja em neon. Peças de látex transparente apareceram como sobreposição. 

As estampas ficaram por conta de símbolo do zodíaco (e vale combinar parte de cima e de baixo com os mesmos desenhos), com um traço de quadrinhos. O brilho também apareceu como se fosse gliter em vestidos e blusas azuis. Jaquetas volumosas com ombros pontudos e cortes texturizados em listras. 

Se depender da grife, homens vão usar leggings de lycra com um short mais larguinho por cima. A marca também lembrou de estilizar os cabelos das mulheres, que vêm com mexas coloridas em azul ou rosa. Nos pés, botas estruturadas para mulheres e coturnos para homens. Tudo prateado. ( AMEI TUDO ^^) 








por : Michele Miranda