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Pedro Lourenço abriu o penúltimo dia de apresentações do SPFW como uma coleção minimalista e elegante de inspiração hippie espacial. O designer abre uma revista americana dos anos 70 e de lá se inspira em diferentes mulheres para criar cinturas marcadas saias minis, longos mais retos, calças mais justas. É claro, tudo sob o olhar futurista e apurado de Pedro.



Pedro LourençoPedro Lourenço


Nesta estação, as estampas devorê de Helô Rocha, da Têca, são inspiradas na Art Noveau e aparecem tanto nas peças longas e esvoaçastes quanto no couro mais curto e ajustado ao corpo.

Esta estamparia gráfica se faz presente nas peças lisas por meios de recortes, como nos macacões e outros itens de alfaiataria em crepe, que ainda trazem trabalhos de costura em construções geométricas.

A marca mostrou apenas um look masculino, com camisa, blazer e bermuda, uma espécie de 'teaser' de uma pequena coleção para meninos que Helô começa a vender a partir de agosto.




TêcaTêca


A moda praia da Movimento, assinada por Tininha da Fonte, se inspira na lenda da vitória-régia, para criar uma coleção de biquínis, maiôs e pós-praia onde estampas de penas, coqueiros e cocares se contrapõem ao universo esportivo e tecnológico.

Os shapes vão dos ousados ao mais streets: bodys e  maiôs têm calças altas, recortes e são marcados por viés.  Lindos e inovadores, os maiôs e outras peças listradas ganham aspecto molhado e brilhante, um efeito obtido por meio de aplicação de uma resina sobre o tecido.

MovimentoMovimento


Segura e exuberante, a Lolitta da estilista Lolitta Zurita Hannud estreou na passarela do SPFW com uma coleção feminina e composta totalmente por peças desenvolvidas em tricô, numa riqueza de cores: verde, laranja, vermelho, pink e preto.

O calor e a exuberância do México dão o tom das peças, sejam elas constituídas por tiras pregadas uma a uma manualmente - num tressê artesanal - ou criadas em jacquards que formam desenhos remetendo a sombreros ou flores.


LolittaLolitta

A vontade de estar perto do mar, de pé no chão e de ter um verão leve nortearam as criações de Lino Villaventura para a estação mais quente do ano. Estas roupas têm movimento, fluidez, leveza e carregam todo o brilho, manufatura e exuberância do universo de Lino de maneira delicada.

Nos vestidos, de sedas e organzas, os detalhes de rendas ou brilhos se concentram nas costas ou cobrem toda a peça sutilmente, sempre em tecidos plissados, e pontas em lenços. Já os estampados são um patchwork de imagens que vão de traçados livres da mão do estilista a referências à animal print.

Para os homens, desde uma alfaiataria em manufatura de tecidos mais ampla .


Lino VillaventuraLino Villaventura
Lino VillaventuraLino Villaventura


Marta Ciribelli, estilista da Forum, 'perfumou' a passarela do SPFW, trazendo para o evento sua coleção inspiradas nas orquídeas selvagens do Pantanal. A flor é estampada em três diferentes traçados sobre a roupa, em linguagem pop e super colorida.  

Para chegar à silhueta da temporada, Marta olhou para a camiseta e a trabalhou de forma interessante, trazendo volume para os ombros e para as mangas, transformando-a em vestido e dando a ela informações de zíperes. Nos vestidos, os zíperes criam volumes inesperados nos quadris, num jogo de criar bolsos e volumes.

ForumForum



O universo de Inhotim – sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil – foi ponto de partida para a coleção de verão 2015 da Osklen. "É um lugar que emociona, muito inspirador", declarou Oskar Metsavaht durante apresentação de suas novas criações para um grupo restrito de jornalistas, em seu showroom paulistano. O diretor criativo da marca misturou elementos da natureza com arte e o resultado. Destaque para o reflexo, transparência e fluidez dos tecidos.


OsklenOsklen
Gloria Coelho abriu o penúltimo dia do SPFW Inverno 2012 com inspiração nas partículas solares que viajam na velocidade da luz e nos vulcões. Em seguida, veio a Maria Bonita com uma coleção baseada no norte do país, representado por índios, seringueiros, ribeirinhos e castanheiros. A UMA - Raquel Davidowicz voltou ao line-up do evento com um desfile esporte minimalista, mas o destaque ficou por conta das mulheres de diferentes idades que subiram à passarela. João Pimenta veio com um desfile sombrio inspirado no movimento artístico Steampunk, com direito a máscara assustadoras. Lino Villaventura também foi ousado e colocou na passarela modelos com papel no rosto e meninas com coroas. A inspiração foi o filósofo inglês Francis Bacon.










Os neutrinos - partículas solares que viajam na velocidade da luz -, e os vulcões inspiram o inverno de Gloria Coelho. Nesta estação, a designer também combina numa única roupa veludo, couro, pelo de vaca e transparências, criando peças com status de arte, que emolduram as formas.

Imagens vulcânicas em fotos de paisagens em preto e branco, pontuadas pela pela cor vibrante do magna, cobrem o corpo em vestidos com recortes que revelam a pele no colo e nas costas.

No shape, além de muitas combinações de recortes, ênfase aos ombros arredondados, as bainhas com volume e forros coloridos e a valorização discreta das curvas. Nas cores, preto, pele, laranja, rosa, rosê e vermelho.
















Danielle Jensen, da Maria Bonita, levou a austeridade e a masculinidade de suas criações femininas para a passarela do SPFW. Desta vez, a marca se inspirou pelo povo simplório do norte do país, representados por índios, seringueiros, ribeirinhos e castanheiros.

Rica em texturas, a coleção elege uma silhueta retangular e minimilista, celebrando a arte manual da região de maneira muito sutil, em estampas com fotografias de paisagens de margens de rios. Nas cores, tons extraídos da natureza, como ocre, verde-musgo e marrom.

Lindos os casacos de lã com feltro, com detalhes trabalhados em pontos remetendo a tramas de tapetes, além dos vestidos e saias que  carregam "rendas" em contruções de canutilhos coloridos e outras peças mais gráficas, com paêtes longos de efeito metalizado.














A designer Raquel Davidowicz, da UMA, vem mais uma vez embalada por um esporte minimalista, com roupas em muito cinza e preto pontuados por vermelho e vinho. As formas, com ares andróginos, são mais alongadas para os vestidos e mais próximas ao corpo na alfaiataria, tudo em materiais como malhas e outros tecidos com efeito de couro empapelado e amassado.

Bonita a ideia de trazer para a passarela mulheres de diferentes idades, desde a de cabelos todos brancos até a recém-saída da puberdade, mostrando que o sportwear urbano é atemporal.












O inverno de João Pimenta tem uma estética sombria e rica em texturas. Inspirado pelo movimento artístico Steampunk e pelo shape dos "Doutores da Praga" - médicos que cuidavam de pacientes com lepra no século XVII, e usavam saias longas e máscaras negras -, Pimenta resgata o uso de manufaturas de tecidos em diferentes fios com técnicas antigas de tear manual.

Assim, os costumes, com coletes, calças e paletós, são trabalhados em diferentes proporções. A brincadeira de gêneros também aparece na roupa masculina com os detalhes da mulher do século XIX, trabalhada em basques (saiotes usados por baixo das saias que davam volume ao quadril e ao bumbum), golas, saias e bainhas de casacos arredondados.

Apesar dos looks parecerem quase todos muito escuros, puxando para o preto ou marrom, eles contam com a presença de muitas cores como verde, azul, vermelho e amarelo, todos em matizes mais escuras. Bonito também o uso de couro de vaca prensado com estampas de pele de cobra em casacos mais minimalistas e detalhes de lapelas do paletó.














Lino Villaventura apresentou um trabalho inspirado na obra de Francis Bacon e dedicada à amiga socialite Carmen Mayrink Veiga, o que resultou numa linda e opulente coleção de vestidos ricos em dramaticidade, no trabalho dos tecidos e muitos bordados em cristais e linhas coloridas.

A linha masculina também cresce e ganha ainda mais destaque, com alfaiataria em nervuras de tecidos, mantos, calças mais solta e camisas-capas em malhas finíssimas.

Já quando o foco são os vestidos de rainhas, as faixas surgem em recortes lembrando asas de pássaros. Os mantôs têm um toque de motivos orientais e outras vestes mesclam peso, volume e brilho, tornando-se verdadeiros convites a sonhos.