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SPFW de outono-inverno 2015 chegou ao fim . Mas o que teve de melhor na passarela, você vê agora !!

Animale: Vitorino Campos faz uma estreia linda, com quê oriental, uma camisaria precisa e um mix ótimo de lã e seda

Animale: Vitorino Campos faz uma estreia linda, com quê oriental, uma camisaria precisa e um mix ótimo de lã e seda !!


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Pat Bo: o decorativismo celta de Patricia Bonaldi brilha nessa estreia com looks pra usar já


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Reinaldo Lourenço: o Renascimento inspira um trabalho emocionante de modelagem.


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João Pimenta: 10 anos de passarela revistados de maneira poderosa.


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Alexandre Herchcovitch: uma rejuvenescida na moda de um dos estilistas mais respeitados do Brasil


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Gloria Coelho: as faixas arquitetônicas que a estilista adora de um jeito novo e lindo!


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Apartamento 03: um trabalho de ateliê sincero e delicado do mineiro Luiz Cláudio


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Llas: pra dar as boas vindas à dupla mineira, com patches irresistíveis - um mimo


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Amapô: a marca levanta o astral do jeans e anima a plateia


Gisele Bundchen (Foto: José Pelegrini)

Colcci : com cintura alta usadas com top cropped, os jeans desgastados acompanhados de peças mais estruturadas como o vestido, a capa e a saia no ótimo tressê feito de jeans, os coletes e os conjuntinhos de casacos curtos com saias duras evasês e sem contar que tudo fica perfeito em Gisele Bündchen <3

Reinaldo Lourenço abriu o último dia de desfiles do SPFW trazendo uma coleção de verão inspirada no lifestyle inglês e na beleza das flores dos jardins Kew Gardens, de Londres.

Reinaldo olhou para o trench coat, típico dos dias de chuva londrinos, e trouxe uma linguagem contemporânea para a peça, inclusive com o seu trabalho artesanal de tiras vazadas. Bacana como os botões e bolsos do casaco migram para a alfaiataria, aparecendo como detalhes em calças de cinturas mais altas.




Reinaldo LourençoReinaldo Lourenço


Ellus, de direção criativa de Adriana Bozon e estilo sob comando de Rodolfo Souza, lança seu olhar sobre o Brasil, trabalhando o tema sob a ótica street e urbana, onde o jeanswear se torna o grande destaque.

A marca se apropria das peças clássicas em denim da sua própria história e as reinventa. Assim, jardineiras ganham tops em tomara-que-caia e saias godês vêm com volumes tipo anquinhas. Além disso, há muitas, muitas bermudas e calças mais soltas na coleção.

EllusEllus
EllusEllus


O colorido e os hibiscos do Havaí estão presentes na coleção da Amapô, de Carolina Gold e Pitty Taliani, que também olharam para a Bahia, mais precisamente para imagens de suas antigas viagens, para desenvolver desenhos à mão das famosas estampas irreverentes da marca.

Os hibiscos aparecem gigantes em peças femininas de neoprene mais estruturada, como blusas amplas e vestidos godês, ou na alfaiataria masculina.


AmapôAmapô
AmapôAmapô

O estilista Wagner Kallieno escolheu falar sobre o sol de Natal, sua cidade de origem, e todas as boas sensações que o astro rei desperta em sua coleção de estreia no SPFW.

Em 30 looks marcados por muita sofisticação e trabalhados apenas em organza, seda, linho e couro (dos acessórios), as silhuetas bem ajustadas se destacaram, em comprimentos mídis e longos.

Wagner KallienoWagner Kallieno


Com um casting composto apenas por modelos negros (com meninos e meninas), Alexandre Herchcovitch desfilou sua  proposta masculina para o verão 2015 inspirado nos integrantes da comunidade africana Baptist Nazareth Church, que mistura a religião Zulu com o Cristianismo.

Este grupo busca em sua indumentária reproduzir a vestimenta inglesa. Desta forma, a coleção de Alexandre traz em sua alfaiataria um mix de referências do universo street combinados a kilts, parkas e calças com leves volumes.

Alexandre Herchcovitch MENAlexandre Herchcovitch MEN
Alexandre Herchcovitch MENAlexandre Herchcovitch MEN

Com modelos curvilíneas na passarela, o estilista Samuel Cirnanck encerrou a edição de Verão 2015 do SPFW com uma coleção inspirada e criada para mulheres independentes.

O estilista abriu a apresentação com uma série de vestidos em poliamida impermeável com cara de festa, todos sem bordados, cauda ou corseletes porém em cores intensas e exuberantes, como pink, amarelo, laranja e azul.

Samuel Cirnansck

Agradecimento : GNT  
Fotos : FFW  
O último dia da São Paulo Fashion Week  manteve a diversidade apresentada nos desfiles anteriores para as peças criadas para o inverno 2012 - em teoria, a época mais fria do ano. Apesar disso, os estilistas aproveitaram as condições tropicais, que tendem para um clima mais ameno, e abusaram de fendas, decotes, vestidos e vestidos recortados que deixam o corpo todo à mostra, abusando da sensualidade, como foi a criação da grife Amapô. De cores quentes a frias, o último dia com as criações dos "pensadores" da moda apresentou um mix de influências e de propostas para a próxima estação.













Ao som de um lindo e intenso trecho de opera, na voz de uma soprano, a Neon abriu o último dia do SPFW mostrando sua coleção no Teatro Tuca Arena da PUC. Nesta temporada as cores e aromas da linda Istambul inspiram as criações de Dudu Bertholini e Rita Comparato.

As principais formas são os tubinhos, os boleros e os paletós com tops em tomara-que-caia ou ombros em destaque, além de quadris valorizados por dobraduras amplas ou volumes. Nas famosas estampas da marca, desenhos de animais, étnicos e motivos que remetem a cultura turca.

Detalhe, para a dupla, que ama misturas de cores e matérias nas roupas, tudo na vida acaba em festa. Assim, o desfile se encerrou com o batucada de membros da batera da escola Águias de Ouro, animando o publico na saída do desfile.














Tendo como principal referência o movimento do Renascimento, a designer Fernanda Yamanoto misturou nas formas da coleção de inverno uma pitada de sportwear, formas mais secas, recortes e fendas retangulares que revelam a pele estrategicamente.

Um dos principais destaques da estação é o tecido jacquard, com ou sem brilho, que foge das tradicionais estampas. O tecido traz desenhos revelados por meio do próprio entrelaçamento dos fios, criando espécies de listras largas retrabalhadas geometricamente ao lado de motivos de tapeçarias ou inspirados em pinturas do século XV.

Pontos também para a alfaiataria, bem urbana e minimalista, em recortes combinados a detalhes recobertos por canutilhos. Na cartela de cores, tonalidades que, segundo a inspiração de Fernanda, surgiram a partir de telas a óleo, como laranja, preto, vermelho, ouro e azul-marinho.













A coleção de inverno masculino de Alexandre Herchcovitch é inspirada na indumentária dos rabinos ortodoxos -  muitos usam longos casacos, camisas e calças pretas, como simbolo de humildade desde a Idade Média, quando mudaram a cor branca de suas vestes, vistas na época como simbolo de ostentação.

Mas em vez de recorrer a obviedades, como a clássica alfaiataria e os tradicionais peiot (os cachos de cabelos laterais), Herchcovicth vai além e joga para dentro deste universo simbólico elementos esportivos e urbanos.

Desta forma, os casacos de náilon aparecem também em couro, com bastante volume, em formas que vão dos boleros ao mantôs. A estrela de Davi vira motivo de texturas e relevos de shorts, casacos e camisas e os  trech-coats vêm em diferentes comprimentos, muitas vezes marcados por faixas com franjas, remetendo explicitamente às vestes dos religiosos.

Linda a proposta de uma nova silhueta para as calças, que não são nem bermudas, nem muito compridas, nos mais diversos manterias. Bacana também a brincadeira da estamparia, que começa nas barras ou mangas dos casacos ou camisas e se entendem para a parte inferior do corpo, dando a sensação que o look é formado por uma única peça. Nas cores, nada além de cinza, preto, branco e azul.








A Amapô, da dupla Pitty Goldo e Carô Taliani, traz para passarela roupas inspiradas em estudos e rabiscos da própria coleção esboçadas no papel e influenciada por artes plásticas. Partindo desta premissa, as peças femininas aparecem em estruturas armadas, criadas por meio de tiras, revelando a pele e o underwear. Outras roupas mesclam faixas de transparências e tecidos, numa alusão ao jogo de luz e sombra.

A linha masculina, especialmente a alfaiataria, é mais comercial e abusa de paletós, calças skinny ou outras com cintura alta e bem marcada. Já o jeanswear, aparece em lavagens que vão da retrô (quase um delavê), ao tom mais bruto, com borrões e manchas realizadas com tintas para paredes, trazendo também um lindo trabalho de tressê em tramas e urdumes.

Nas cores, branco, azul e preto, além de mix multicolorido nas estampas desenvolvidas em parceria com Fabio Gurjão.










O designer paranaense André Lima encerra mais uma temporada do SPFW com chave de ouro. Os looks sofisticados do criador trazem um elaborado mix de tecidos, estampas e texturas, inclusive na inovação do uso de tweed com brilho aplicados nas exuberantes roupas de festa.

A alfaiataria é um dos pontos altos, com pantalonas de cintura marcada e casacos com recortes. Já as camisas, são cada vez mais sofisticadas e aparecem combinadas a saias longas e sensuais, trazendo detalhes em ombros ou golas.

Mestre em misturar diferentes motivos na mesma peça, os vestidos de Lima também carregam camadas de babados em shapes volumosos ou mais estruturados e colados ao corpo, tranformando mulheres num misto de sereis, deusas e divas. Nas cores, preto, ouro, amarelo queimado, laranja e tons terrosos.